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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Dia Internacional do Livro Infantil

Hoje, dia 2 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil, em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Handersen. 


CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO 

Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma? 

Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça. 

Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras. 

E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor. 

É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver. 

Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor. 

Continua a ler! 

Siobhán Parkinson 
Autora, editora, tradutora e distinguida com o Laureate na nÓg (Children’s Laureate 
of Ireland). 

Tradução: Maria Carlos Loureiro 


Há semelhança dos anos anteriores, o(a)s Técnico(a)s deste Centro Escolar "invadiram" as salas de aula e leram uma história escolhida para assinalar de uma forma divertida este dia tão importante para a Literatura Infantojuvenil mundial e para nós também.
Foram onze as histórias partilhadas e em baixo ficam as imagens demonstrativas do que aconteceu.



sexta-feira, 12 de abril de 2013


Celebração do DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL

À semelhança do ano passado, este ano assinalámos o Dia Internacional do Livro Infantil com uma “invasão” das salas de aulas com a leitura de histórias infantis.
Passavam poucos minutos das 11 da manhã quando as turmas do Centro Escolar foram surpreendidas pelas auxiliares, que habitualmente estão com os alunos nos intervalos, a lerem uma história:
            
Na turma 8 ...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia Internacional do Livro Infantil


Celebra-se hoje, 2 de abril, o Dia Internacional do Livro Infantil em homenagem ao nascimento do escritor  dinamarquês de livros infantis  Hans Christian Andersen.

(Ilustração de Maria João Worm)

A mensagem deste ano, "Alegria dos livros à volta do mundo" é um poema de Pat Mora.

Lemos juntos, tu e eu.
Vemos que as letras formam palavras
e as palavras se transformam em livros
que seguramos na mão.

Ouvimos murmúrios
e rios agitados correndo pelas páginas,
ursos que cantam à lua
melodias divertidas.

Entramos em castelos misteriosos
e das nossas mãos crescem árvores em 
flor
até às nuvens. Vemos meninas corajosas 
que voam
e rapazes que pescam estrelas 
cintilantes.
Tu e eu lemos, dando voltas e mais 
voltas,
alegria dos livros à volta do mundo.

(trad. Maria Carlos Loureiro)